
Rachel amava os gatos
e a vida.
Odiava os medíocres.
Com esses era ranzinza,
impaciente e ... implacável,
por que não?
"De noite vira bruxa",
diziam os vizinhos.
Rachel ria e bebia absinto.
Absíntica, enigmática,
tão maníaca por mitos
que beirava a mitomania.
De tanto amar os gatos
acabou virando uma...
gata.
Revirava latas de caviar
e lambia lascas de camembert.
Uma gata de gosto
fino,
sutil,
refinado.
Um dia subiu no telhado
com o violino
e o cálice de absinto.
Abriu os braços,
esticou a coluna,
arrepiou os pêlos
fechou os olhos
e parou o coração.
Num salto mortal se foi
para o outro lado do mundo.
Sem vassoura
atravessou a lua
virou uma estrela.
Rachel Melamet era uma gata. Uma amiga gata que deixou de miar nos telhados daqui da Terra porque Deus (sempre Ele) a chamou... no cio.
Marcia Frazão

2 comentários:
Conheci Raquel quando esteve no Pantanal. Um anjo que numca voiu esquecer. Fez parte da mionha vida.
Geraldo
Para nunca ser esquecida... por mais que passem os anos.
Postar um comentário